Dizem que o dia mais feliz das nossas vidas é o dia do nosso casamento. Isto é, as mulheres dizem que o dia mais feliz das nossas vidas é o dia do nosso casamento. Para elas é. Elas sonham e planeiam esse dia durante toda a vida. Desde a decoração da sala à decoração das mesas, da cor do vestido aos enfeites dos sapatos, o véu, as flores, tudo. Sempre à espera que surja o cavaleiro da armadura reluzente, que as leve ao altar. Mas sejamos francos. O que nos diz isso a nós, homens? Nada. Sejam sinceros. Não diz nada. A maior parte casa, ou para as fazer feliz, ou porque pensam que depois de casada ela muda. E muda. Se antes de casar tinham sexo uma a duas vezes por mês, depois de casar, se tiverem uma vez por ano já têm muita sorte. Desenganem-se os que pensam que vão ter festa todos os dias. "Estou cansada.", "Dói-me a cabeça.", "Hoje não, amanhã.", "Eu sei que prometi, mas amanhã.", etc. Há duas alturas em que as mulheres querem fazer o amor (algumas, há excepções à regra) são: quando estão com o período, porque sabem que a maioria de nós, nessa altura, não quer, ou quando querem ter filhos. Por isso, se a vossa esposa quiser desesperadamente ter relações amorosas, sem qualquer explicação, verifiquem se ela tem toado a pílula. Ah! E, devido ao excesso hormonal no corpo, também sentem uma enorme necessidade de sexo durante a gravidez. Há males que vêm por bem, digo eu.
Depois nasce o bebé. E, se até aí o sexo era zero, a partir daqui passa a saldo negativo. Nem beijos, nem amaços, nem carinhos especiais. Acabou-se o sossego. Ou vocês vão para a cama e ela fica com o bebé, ou vai ela e ficam vocês. O bebé chora a meio da noite... Vocês sabem o que acontece.
Para juntar a isto, acabaram-se as noites com os amigos, as saídas para a cervejola, as idas à boîte. Acabou-se a boa vida. É dar atenção e ouvir as histórias laborais durante a semana e limpar a casa ao fim-de-semana, isto quando ainda não há filhos, quando há juntamos a estas duas coisas interessantíssimas o fazer a papa do puto, limpar a papa do puto, mudar fraldas, bla bla bla, bla bla bla.
Posto isto, a conclusão a que chego é que mais feliz que este dia deve ser o dia em que morremos. Não vejo onde está a felicidade de acabar com aquilo que um homem mais gosta: sexo, amigos, cervejola, futebol e gajas boas. Não entendo.
Cumprimentos.